Ibovespa bate recorde, mas engana!


Segundo notícia publicada na edição 1156 da Revista Exame, “depois do sobressalto da bolsa de Nova York no início de Fev/2018, a bolsa brasileira voltou a subir e a bater recordes. Somente até 20/Fev/2018 foram 16 recordes, o que levou o Ibovespa a superar os 87.000 pontos. O volume diário de negócios na B3 também bateu recordes até a mesma data, tendo atingido uma média de R$9,7 bilhões, o dobro alcançado em 2008”.


 A boa notícia é que o número de papéis que foram negociados em todos os pregões atingiu o recorde de 242 ações, equivalente a 43% do total negociado na B3. Isso é ótimo porque sinaliza a busca de novas alternativas pelos investidores, trazendo maior liquidez para a bolsa brasileira. A título de comparação, na bolsa de NY mais de 90% das ações são negociadas em todos os pregões, mais que o dobro do recente recorde da B3.




 Entretanto, o grau de concentração no volume de negócios continua alto com 20 ações representando 59% do movimento financeiro da B3, em Jan/2018. Mais ainda: 10 ações mais negociadas concentram 43% do volume total, 5 representam 31% e a Petrobras sozinha representa 9% do volume total negociado. Mas, é bom lembrar que já muito pior!

 A má notícia, a que engana o investidor despreparado, é que os recordes sucessivos do Ibovespa se forem medidos na moeda americana, desde 2007 até Fev/2018, sinalizam uma queda de 27,07%. Em termos nominais (pontos) o Ibovespa sobe 33,60%.



 Olhando o futuro de forma positiva, vemos hoje uma tendência de aumento de volume e liquidez na bolsa brasileira, que deverá ser mantida e até crescente, caso a taxa básica de juros se mantenha no patamar de 6% ao ano e o resultado das eleições de outubro próximo não decepcionem o país.

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 Luiz Guilherme Dias
Equipe SABE Inteligência em Ações