Aumento das locações em 2017 e os tipos de modalidades de garantia
















Você que pretende alugar um imóvel, principalmente em São Paulo, e quer ficar por dentro do que está em alta neste meio ou como outras pessoas estão fazendo suas escolhas, este post é ideal para você.

Segundo uma comparação feita entre o período de janeiro a outubro dos anos de 2016 e 2017, houve um crescimento de 19% do número de novos contratos de locação de imóveis em São Paulo. Outro fator que se modificou foi o tempo em que os imóveis disponibilizados para locação ficam desocupados até serem alugados, que caiu de 71 para 63 dias. Mas não se preocupe, a oferta ainda é grande em relação à demanda, porém como os proprietários estão mais flexíveis e abertos à negociação, mais contratos estão sendo fechados neste ano.

O valor médio do aluguel residencial em 2017 não se alterou e permaneceu em R$ 2,2 mil. Cerca de 56% destes novos contratos, os inquilinos optaram por um fiador como modalidade de garantia, 23% utilizou o seguro-fiança e apenas 18% optou por caução.

E para quem deseja alugar o primeiro imóvel e não entende dessas modalidades, nós explicamos: O primeiro passo, antes mesmo de sair à procura de um apartamento ou casa, é saber quais modalidades existem e já procurar imobiliárias e opções de imóveis que lhe atendam. Essas modalidades de garantia têm como objetivo proteger o proprietário em caso de inadimplência por parte do inquilino e são elas:

Fiança

É a única modalidade gratuita, onde uma outra pessoa garante assumir as obrigações do devedor caso este não as cumpra. Este tipo compreende todos os acessórios da dívida principal, inclusive as despesas judiciais, desde a citação do fiador. O proprietário do imóvel não é obrigado a aceitá-lo se o fiador não comprovar ser uma pessoa apropriada para aquela circunstância, que deve morar no município onde tenha de prestar a fiança e possuir bens suficientes para cumprir a obrigação.

As desvantagens são que além das exigências do proprietário e da imobiliária, o fiador tem direito de deixar de ser fiador a qualquer momento. Além disso, o fiador deve conceder uma extensa documentação, não apenas dos imóveis que serão dados como garantia, mas alguns mais pessoais como o Imposto de Renda e contracheques.

 Seguro-fiança

Este substitui o fiador nos contratos de locação e garante o pagamento do aluguel e dos demais encargos do locatário em caso de inadimplência. Funciona com o contrato de uma apólice de seguro pelo inquilino, onde o único beneficiário é o proprietário do imóvel. 

O valor a ser disponibilizado depende de uma análise de crédito de quem deseja alugar e, devido a isso, varia entre um a três vezes o valor deste aluguel. Sendo assim, depende apenas da vontade do locador e da análise de crédito do locatário, e como em qualquer seguro, oferece algumas assistências gratuitas que podem ser interessantes, como chaveiro e reparos hidráulicos. Outros serviços exigem o pagamento de uma anualidade de cerca de R$ 70.

As desvantagens são que o valor do seguro fiança depende da análise de crédito e também do que o locador exige de cobertura do locatário. Por isso, é impossível saber antes de começar a negociação quanto se terá que desembolsar. O dinheiro pago pelo seguro fiança não retorna e em grande parte, são contratos com renovação anual, ou seja, a cada ano é necessário investir uma nova quantia.

 Caução

Esta modalidade pode funcionar dando em bens móveis ou imóveis e vale para todo o período do contrato.  Os bens móveis, aqueles que podem ser transportados de um lugar para outro sem sofrer danos, deverão ter a caução registrada em cartório de títulos e documentos. Já os bens imóveis referem-se a tudo o que não pode ser transportado, e deverá ser registrado que esse bem estará vinculado a um contrato de locação.

A caução em dinheiro não poderá exceder três meses de aluguel e deverá ser depositada em poupança, revertendo em benefício do inquilino, o rendimento da poupança.

A desvantagem é que por vezes, exige-se o desembolso de um valor muito alto.